Na década de 1970, a prefeitura de São Paulo iniciou um ambicioso projeto para reestruturar a avenida Paulista, criando um plano urbanístico que previa três níveis de circulação.
O projeto, assinado pelo arquiteto Nadir Mezerani, tinha como objetivo transformar a via em um bulevar, mas foi interrompido após a troca na administração municipal.
Com a exoneração do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz em 1973, a obra foi abandonada, mesmo com uma parte da estrutura já construída, incluindo galerias e ferros.

Apesar do fracasso na implementação original, o tema continua relevante, refletindo as necessidades urbanísticas atuais da cidade e o potencial de um projeto que poderia revitalizar a área.
O plano urbanístico Nova Paulista
Na década de 1970, a prefeitura de São Paulo lançou um ousado plano urbanístico intitulado Nova Paulista, elaborado pelo arquiteto Nadir Mezerani. O projeto visava transformar a famosa avenida Paulista em um espaço multi-nível de circulação. O primeiro nível do projeto incluiria um bulevar, apresentando praças e jardins suspensos, com o tráfego de veículos restrito. O segundo nível seria composto por um túnel de aproximadamente três quilômetros, que interligaria a avenida Rebouças à avenida 23 de Maio, buscando desafogar o intenso fluxo de tráfego da região. Por fim, no nível inferior, seria projetada a passagem do metrô.
O abandono do projeto
Apesar das promessas do projeto para dar 3 níveis à avenida Paulista, a obra foi interrompida após a exoneração do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz em 1973. Com a nova gestão sob o comando do governador Laudo Natel e do prefeito Miguel Colasuonno, a decisão foi de enterrar o avanço já feito, em vez de aproveitá-lo. Isso resultou em um descaso com o investimento público realizado até então, gerando críticas de especialistas e artistas, como a artista visual Sonia Guggisberg, que ressalta no seu livro Testemunhos de Subsolo as marcas deixadas pela interrupção desse projeto.
A relevância do projeto nos dias atuais
Em 2008, Nadir Mezerani tentou relançar o projeto, evidenciando que as questões urbanísticas que tinham motivado sua criação permaneciam relevantes. A artista Sonia Guggisberg observa que todos os domingos, quando a avenida Paulista é fechada para veículos, se torna evidente a necessidade de um projeto que priorize o espaço para pessoas. Essa alteração no uso da avenida, que deixou de ser apenas um centro financeiro e passou a abrigar centros culturais e outras atrações, reforça a proposta de um bulevar que favoreça a circulação e a convivência urbana.

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