Tarcísio usa imagens falsas para atacar ato em apoio a Lula

by Camila Oliveira
Tarcísio fake news ato pró-Lula

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), recorreu a imagens falsas para criticar o ato pró-Lula que reuniu milhares de pessoas na avenida Paulista no último domingo (11). A ação provocou reações e foi alvo de uma ação legal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ato pró-Lula e a repercussão de Tarcísio

Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), fez uso de imagens falsas para criticar o ato de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mobilizou milhares de pessoas na avenida Paulista no dia 11 de outubro. Tarcísio publicou um vídeo que associava uma jovem usando drogas a esse evento, repretando uma narrativa que já havia sido utilizada por outros grupos políticos bolsonaristas.

Essa ação provocou a reação da coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que ingressou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para remover os vídeos, alegando que os conteúdos veiculados manipulavam a realidade. O TSE emitiu uma ordem para que os vídeos fossem retirados em 24 horas, um prazo que pode facilitar a disseminação das informações enganosas nas redes sociais.

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Fake news e desinformação nas redes sociais

A desinformação disseminada por Tarcísio destaca a crescente preocupação com o uso de fake news no debate político. O vídeo publicado pelo governador mostrava um entrelaçamento de imagens do ato pela democracia com clipes de protestos da extrema direita, o que, segundo especialistas, caracteriza uma grave manipulação da informação. O ministro Marco Aurélio Belizze, ao avaliar a situação, afirmou que tal descontextualização das imagens pode configurar crime de desinformação.

A repercussão foi intensa, com políticos da oposição, como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, chamando a ação de Tarcísio de “escandalosa”. Boulos destacou que a utilização de uma imagem que já estava circulando em perfis de redes sociais internacionais, como de usuários chilenos e argentinos, demonstra a falta de originalidade e ética na produção de conteúdo político.

Além disso, a assessoria de imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) foi utilizada para reforçar a narrativa negativa em relação ao ato, enviando aos meios de comunicação fotos de trabalhadores eliminando adesivos de apoio a Lula, apresentando uma nota de “condenação ao vandalismo”. Este tipo de articulação evidencia como as ações de governo podem ser instrumentalizadas em favor de narrativas políticas específicas, acentuando as divisões no atual cenário político brasileiro.

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