Performance SARAKURAS resgata memória de rio soterrado da Paulista em temporada no Sesc

by Camila Oliveira
performance sarakuras

O que é a performance SARAKURAS?

A performance SARAKURAS é um espetáculo inovador que acontece no Sesc Avenida Paulista, idealizado e interpretado por Ayo Klunga e Kyra Reis. Com apresentações agendadas de 6 a 16 de agosto de 2026, a peça aborda diálogos entre os temas da travestilidade, raça e território, utilizando a arte para explorar essas questões em profundidade.

A história do Rio Saracura

O Rio Saracura é uma memória escondida sob a vibrante Avenida Paulista de hoje. Originalmente, esse curso d’água serpenteava pela área, mas foi esquecido quando a urbanização acelerada da cidade o canalizou e sepultou sob o asfalto. SARAKURAS resgata essa memória esquecida, trazendo à tona a consciência sobre o que esse rio representa, não apenas fisicamente, mas também culturalmente para aqueles que habitam e atravessam a cidade.

Identidade e resistência na arte

No cerne da performance está a abordagem da identidade, em especial a travestilidade, que se revela como um poderoso vetor tanto estético quanto político. As artistas utilizam suas experiências para dialogar sobre a luta pela visibilidade e pelo reconhecimento, refletindo sobre a complexidade das vivências marginalizadas. O espetáculo destaca a cultura ballroom e faz referências à dualidade dos ibejis, representando uma rica tapeçaria de experiências e expressões.

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Impacto da urbanização à memória

A urbanização rápida impôs um descompasso significativo entre o ambiente natural e o urbano, resultando em um apagamento de histórias e tradições. SARAKURAS explode essa bolha ao conectar a ancestralidade e a modernidade, forçando o público a confrontar o impacto desta transformação em suas vidas diárias, e como a memória coletiva é esculpida e moldada pelo ambiente urbano.

A conexão entre travestilidade e arte

As performances de SARAKURAS não são apenas uma exibição artística, mas uma manifestação de resistência que busca redefinir os espaços da arte contemporânea. Tal conexão entre travestilidade e arte provoca discussões sobre normativas sociais e preconceitos, criando um espaço seguro e inclusivo para visões alternativas da realidade. As artistas exploram como esse tipo de expressão pode servir como um catalisador para mudanças sociais, questionando e reconfigurando a visibilidade das identidades não conformistas dentro do espaço público.

Explorando a ancestralidade no espetáculo

A ancestralidade é um tema central na montagem, permitindo que questões sobre raízes e identidade cultural sejam discutidas. Durante o desempenho, elementos simbólicos e ações inspiradas em tradições africanas e afro-brasileiras são entrelaçados, reforçando o legado cultural que existe para além da urbanização. A performance atua como um veículo de transmissão de sabedoria ancestral, incorporando danças, ritmos e vozes que ressoam com a história e a luta do povo negro.

Datas e ingressos para a performance

SARAKURAS ocorrerá entre o 06 e 16 de agosto de 2026. Os ingressos têm os seguintes preços:

  • R$50 (inteira)
  • R$25 (meia-entrada)
  • R$15 (credencial plena)

Os interessados podem adquirir os ingressos no site do Sesc Avenida Paulista.

Oficinas práticas relacionadas à performance

Além das apresentações, Ayo Klunga e Kyra Reis estarão conduzindo o SARAKURAS Lab, uma oficina prática que acontecerá de 11 a 14 de agosto. Esta atividade é voltada para reflexões sobre pensamento afrodiaspórico e o corpo enquanto território político. As inscrições estão disponíveis através do portal online do Sesc.

Acessibilidade e locais de apresentação

O espetáculo será realizado no espaço Arte II, localizado no 13º andar do Sesc Avenida Paulista, que é um local acessível para cadeirantes. O evento se preocupa em proporcionar uma experiência inclusiva para todos os públicos, garantindo que as barreiras físicas não impeçam o acesso à arte.

Por que você deve assistir SARAKURAS?

Assistir a SARAKURAS é uma oportunidade única de vivenciar uma performance que não só entretem, mas também provoca pensamento crítico e reflexões profundas sobre identidade, memória e cultura contemporânea. A riqueza das discussões abordadas nas apresentações, aliada à forma inovadora de expressão artística, oferece uma experiência transformadora que ressoa com as lutas e conquistas da comunidade LGBTQIA+ e de populações marginalizadas.

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