O último ato de Lula antes do primeiro turno
No dia 3 de outubro de 2026, o presidente Lula (PT) realizou seu encerramento de campanha para o primeiro turno das eleições com um evento em São Paulo. Durante esse ato, anunciou sua intenção de retornar à Avenida Paulista no dia seguinte, 4 de outubro, após a apuração dos votos, caso conseguisse ser eleito no primeiro turno. Em um discurso proferido na Rua Augusta, fez um apelo aos eleitores para que os idosos compareçam às urnas.
A importância da Avenida Paulista na campanha
A Avenida Paulista, um dos marcos mais icônicos de São Paulo, possui um simbolismo significativo nas campanhas eleitorais, especialmente para o lado progressista. Em seu discurso, Lula afirmou categoricamente: “A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro.” Ele expressou a crença de que a vitória nas eleições seria do povo e não de uma facção política específica. Prometeu que, no dia seguinte, a Avenida Paulista seria ocupada em celebração à sua eventual vitória.
Um chamado aos eleitores idosos
Lula fez um apelo especial aos eleitores com 70 anos ou mais, incentivando-os a não se ausentarem da votação. “Precisamos convencer os seniores a votar por seus filhos, netos e até bisnetos”, comentou Lula, ressaltando que o voto nesta faixa etária é opcional. Ele não deixou de mencionar que, nas eleições de 2022, a abstenção entre os maiores de 70 anos chegou a alarmantes 58,9%, somando cerca de 8,7 milhões de eleitores ausentes. O presidente também compartilhou sua perspectiva pessoal sobre a idade: “Ninguém deve se sentir incapaz aos 70 anos; eu tenho 80 e me sinto como um menino de 15.”

As promessas de Lula para a vitória
Lula utilizou seu tempo em palco para reafirmar seu compromisso em contar com o apoio de seus eleitores, independentemente da sua idade. Ele enfatizou: “Enquanto eu tiver pernas, eu caminharei. E quando não puder mais, andarei pelas pernas de vocês.” Essa frase buscou estabelecer uma conexão emocional, incentivando os eleitores a acreditar em sua causa e em sua capacidade de liderá-los.
A reação da primeira-dama Janja
A participação da primeira-dama Janja durante o evento teve impacto significativo. Com um discurso enfático, ela dirigiu-se diretamente ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, desafiando suas tentativas de restringir o uso da Avenida Paulista para eventos de campanha. Direta, Janja proclamou que a Avenida seria um espaço ocupado pelos apoiadores de Lula no dia seguinte para comemorar uma vitória no primeiro turno. “Amanhã, a Paulista é nossa! Você vá plantar batatas, porque celebramos a vitória do presidente aqui na Paulista, seu prefeito. Vai ter que nos engolir”, afirmou ela.
Disputa entre Lula e a Prefeitura de São Paulo
A caminhada de Lula na Avenida Paulista não ocorreu sem controvérsias. A prefeitura de São Paulo, liderada por Ricardo Nunes (MDB), inicialmente proibiu eventos na área em 3 e 4 de outubro, alegando diretrizes da Justiça Eleitoral que visavam preservar a circulação durante a votação. No entanto, a situação deu uma reviravolta na sexta-feira, 2, quando o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo deu autorização para a realização do ato, desde que não obstruísse as vias e seguisse as orientações da Polícia Militar e da CET.
Cooperação e mobilização dos apoiadores
Na prática, a concentração dos eleitores aconteceu nas proximidades da Avenida Paulista, enquanto a caminhada se dirigiu pela Rua Augusta rumo à Praça Roosevelt. Contudo, o evento não foi isento de tensão, uma vez que houve relatos de conflitos entre apoiadores e policiais militares. A equipe organizadora sustentou que a PM estava dificultando o percurso, enquanto a corporação defendia que sua ação tinha como objetivo garantir a fluidez do tráfego veicular.
Como a justiça eleitoral influenciou o ato
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral foi crucial para a realização do ato, permitindo que Lula e seus apoiadores se mobilizassem. A autorização foi expressa com um convite ao respeito às diretivas de segurança, apontando que essa lógica não deve suprimir as manifestações de apoio político durante campanhas eleitorais. Assim, o evento pôde ocorrer de maneira controlada, mas sem cercear a liberdade de expressão, um aspecto vital na democracia.
Expectativas para o primeiro turno
Com a campanha encerrada na Avenida Paulista, um dos locais mais importantes do Brasil, as expectativas estavam altas para o primeiro turno. Neste contexto, a pesquisa Datafolha mais recente revelou uma ligeira competição entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo, com os candidatos empatados tecnicamente. Os números mostraram Flávio com 41% dos votos válidos e Lula com 40%, em uma diferença que pode ser considerada estreita, dado que a margem de erro da pesquisa estava em 2 pontos percentuais. Este cenário indicava uma acirrada disputa no principal colégio eleitoral do país, levando todos os envolvidos a um clima de expectativa e apreensão.
O impacto das eleições em São Paulo
A importância das eleições de 2026 vai além das figuras políticas individuais em disputa; elas refletem a luta por ideais e a definição de rumos para o Brasil. O estado de São Paulo possui mais de 34 milhões de eleitores, e a disputa não apenas pelo governo estadual, com os candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), mas também pela presidência, mobiliza diversos segmentos da sociedade. Com ambos os candidatos realizando atos em cidades estratégicas, o clima de tensão e expectativa é palpável. O primeiro turno da eleição está agendado para o dia 4, das 8h às 17h, no horário de Brasília, e todos olham para a Avenida Paulista como um símbolo do que está por vir.

Especialista com vasta experiência em redação de artigos para sites e blogs, faço parte da equipe do site JornaldaPaulista.com.br na criação de artigos e notícias.
