Lula, Alckmin e aliados participam de ato na avenida Paulista, em São Paulo

by Camila Oliveira
ato na Avenida Paulista

O ato na Avenida Paulista

No domingo, 11 de outubro de 2026, o presidente Lula participou de um significativo ato na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado por diversas lideranças políticas. Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, e as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva. O evento foi organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE) e por Centros Acadêmicos universitários, que mobilizaram a juventude após os resultados do primeiro turno das eleições. A manifestação, que teve adesão de movimentos organizados da esquerda, ocupou diversos quarteirões da famosa avenida, fato evidenciado nas imagens aéreas do evento.

A presença de Lula, confirmada apenas na véspera, acabou atraindo um grande público. A ONG More in Common, que costuma estimar a quantidade de manifestantes na Avenida Paulista, não forneceu dados sobre a participação nesta ocasião, devido à falta de autorização para realizar registros com drones.

Declarações de Lula sobre o TSE

Durante o ato, Lula aproveitou para criticar decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especificamente em relação ao cana “Exército do Lula” no WhatsApp, que foi removido a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O presidente considerou a decisão um absurdo e afirmou que seus advogados buscariam explicações, ressaltando um padrão de decisões que ele considerou tendenciosas contra sua candidatura.

ato na Avenida Paulista

Mais tarde, a decisão de suspensão do canal foi revertida, permitindo que ele voltasse a operar. Em seu discurso, Lula enfatizou a importância de manter a comunicação com os eleitores e classificou as intervenções da justiça eleitoral como interferências indesejadas no processo democrático.

Foco na participação eleitoral

O presidente Lula dirigiu seu discurso ao público, alertando sobre a necessidade de engajar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Ele destacou que cerca de 30 milhões de pessoas não votaram e que muitos deles eram idosos. Lula ressaltou a responsabilidade de sua campanha em convencer esses indivíduos a participar da próxima etapa das eleições.

Além de reafirmar promessas de um possível quarto mandato, como foco em desenvolvimento, tecnologia e educação, o presidente também mencionou questões de segurança pública. A mobilização na Avenida Paulista também teve simbolismo com a presença de imagens religiosas e cartazes que abordavam diversas pautas do petista.

Atividades e clima da manifestação

A manifestação teve um clima vibrante, com a presença de bonecos infláveis que caricaturizavam figuras políticas como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Elementos religiosos, como imagens de Nossa Senhora de Aparecida, marcaram a presença dos manifestantes e se tornaram tema de debate durante a campanha.

Por questões de segurança, as estações Trianon-MASP e Paulista do metrô foram fechadas, resultando em tumultos e reclamações entre os usuários. O ato, planejado para durar até às 16h, foi encerrado mais cedo, por volta das 13h45, devido à superlotação da área próxima ao trio elétrico onde Lula e suas lideranças discursavam.

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