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Ondas alfa, subvocalização e uso dos mnemônicos

Ondas alfa e sua influência na aprendizagem

Já está cientificamente comprovado que o cérebro emite ondas elétricas que podem ser lidas por determinados aparelhos, como o eletroencefalograma. Essas ondas estão diretamente relacionadas ao nível de atividade cerebral na qual cada indivíduo se encontra. Quando a mente está muito preocupada e repleta de problemas, isso significa que, provavelmente, ela está em meio a ondas beta, demonstrando um estado de estresse.

Contudo, a partir do momento que a mente se acalma e se torna relaxada, o nível de atividade cerebral diminui, passando a emitir ondas alfa, que são extremamente eficientes para o aprendizado, já que é mais fácil guardar informações na memória de longo prazo, além de recordar aquelas que já foram estudadas. Portanto, o estado alfa é o apropriado para se obter um super aprendizado.

Utilizando algumas tecnologias, como as ondas bioneurais, é possível estimular o cérebro a entrar no chamado estado alfa sem tanto esforço. É exatamente por isso que essas tecnologias podem auxiliar a entrada da mente em um estado que possibilite um aprendizado mais rápido. Assim, as ondas alfa são recomendadas para os estudos.

A subvocalização e sua influência na rapidez na leitura e compreensão dos textos

A linguagem usada pelos seres humanos é simbólica, como as palavras e os números. A função do neocórtex cerebral é interpretar desenhos e símbolos visuais com uma rapidez extraordinária. A partir do momento em que o indivíduo visualiza uma imagem, como um cacho de uvas, ele já sabe do que se trata. Logo, ele não precisa repetir mentalmente a palavra "uva". Porém, o método tradicional de alfabetização faz com que as pessoas passem a vocalizar todas as palavras, conforme elas sejam aprendidas.

Assim, durante uma leitura, o indivíduo tende a repetir as palavras lidas em sua mente, o que caracteriza o processo denominado subvocalização. Todavia, a partir do momento em que o cérebro visualiza uma palavra, o neocórtex já sabe qual é o significado daquele termo. Ocorre que, além de entender o significado daquele símbolo, as pessoas estão acostumadas a subvocalizá-lo. Desse modo, a leitura em uma velocidade mais rápida faz com que essa subvocalização diminua até o momento em que ela desapareça.

Esse estágio só é alcançado ao forçar o cérebro, pois é necessário quebrar o padrão ao qual o indivíduo está habituado desde que ele nasceu e passou a frequentar escolas. Trata-se do padrão usado durante a alfabetização. À medida que a leitura começa a ser treinada para que ela se torne mais rápida, a subvocalização começa a diminuir e o indivíduo aprende a identificar símbolos somente visualmente. Dessa forma, fica bem mais fácil e rápido compreender o que está escrito. Para isso é necessário fazer um treinamento específico.

Uma prova disso são as pessoas que nasceram surdas. Como nunca ouviram nenhum som, elas não têm vocalização interior. Mesmo assim, é possível ensiná-las a ler. Logo, basta imaginar como um indivíduo surdo consegue ler sem a necessidade de subvocalizar as palavras.

Como reter as informações lendo rapidamente: uso dos mnemonicos

Evidentemente, quando o indivíduo não está acostumado a ler rapidamente, ele ainda executa o processo de subvocalização. Interromper esse padrão é primordial para começar a interpretar mais rapidamente.

O neocórtex, que como já citado anteriormente, é a parte do cérebro responsável por identificar símbolos, é, na verdade, muito fraco no que tange à memorização das informações. Isso acontece porque ele tem uma memória temporária. Assim, a forma mais eficiente de guardar uma informação na memória de longo prazo é inserir a mensagem na massa branca cerebral, que compõem o sistema límbico, ou seja, o "cérebro emocional" (parte mais interna do órgão).

Essa parte mais emocional do cérebro não entende os símbolos, ou seja, a linguagem padrão usada pelos seres humanos. A linguagem compreendida por ela é a emocional, ligada aos sentidos. Por essa razão, devem ser utilizadas estratégias mnemônicas pautadas em submodalidades sensoriais, visando assim aumentar a carga emocional do que está sendo lido e colaborar para que essas informações sejam gravadas na memória de longo prazo.

Assim, ao término da leitura da página de um livro, podemos criar uma imagem neuroassociativa (mnemônico) do conteúdo contido naquele trecho. É possível até mesmo estabelecer um relacionamento com o formato da página. Essa técnica expressa o princípio da fotoleitura, que é uma leitura extremamente rápida e intuitiva.

Portanto, todo o processo voltado ao aumento da velocidade de aprendizado e leitura consiste na aplicação de estratégias diferentes do método tradicional. Não existem mágicas, truques ou dons sobrenaturais. A única diferença entre as pessoas que aprendem mais rápido e aquelas que não conseguem ser eficientes por meio da leitura dinâmica é a aplicação de estratégias práticas e treino.